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Conta de luz fica mais cara em julho com bandeira amarela

Acréscimo será de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (21) que a conta de luz terá acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos durante o mês de julho. O aumento é resultado do acionamento da bandeira tarifária amarela devido à previsão de chuvas abaixo da média e ao aumento no consumo de energia em todo o país.

Essa é a primeira mudança na bandeira tarifária desde abril de 2022, quando foram 26 meses consecutivos de bandeira verde. Segundo a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, sinaliza o custo real da energia gerada, permitindo aos consumidores ajustar seu uso para ajudar a reduzir os custos de operação do sistema.

“Com o sistema de bandeiras, o consumidor consegue fazer escolhas de consumo que contribuem para reduzir os custos de operação do sistema, reduzindo a necessidade de acionar termelétricas”, explicou a Aneel em comunicado oficial.

A escassez de chuvas e as temperaturas mais altas previstas para o mês elevam os custos de operação das hidrelétricas, exigindo o acionamento de usinas termelétricas, que têm custos mais altos. As bandeiras tarifárias funcionam de acordo com as cores verde, amarela e vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia custará mais ou menos conforme as condições de geração. A bandeira vermelha representa o custo mais alto, enquanto a verde indica o menor custo.

Conta de luz vai pesar no bolso

O cálculo para a definição das bandeiras leva em conta fatores como o risco hidrológico e o preço da energia no mercado. A bandeira amarela é um sinal de que os consumidores devem se preparar para um aumento nos custos de energia devido à menor disponibilidade hídrica e ao aumento no uso de termelétricas.

Especialistas do setor energético apontam que a mudança para a bandeira amarela é uma medida necessária para garantir a sustentabilidade do sistema elétrico nacional. No entanto, destacam que a medida pode trazer impactos negativos para os consumidores, especialmente para as pequenas e médias empresas que ainda se recuperam dos efeitos econômicos da pandemia.

“A necessidade de acionar termelétricas, que são mais caras, é um reflexo direto da nossa dependência das condições climáticas para a geração de energia. Precisamos investir mais em fontes alternativas para evitar essas flutuações tarifárias”, afirmou Ana Costa, consultora em energia.

Com a previsão de um inverno seco, é provável que os consumidores enfrentem aumentos contínuos nas contas de luz nos próximos meses. A Aneel reforça a importância de medidas de economia de energia como forma de minimizar os impactos financeiros.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (21) que a conta de luz terá acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos durante o mês de julho. O aumento é resultado do acionamento da bandeira tarifária amarela devido à previsão de chuvas abaixo da média e ao aumento no consumo de energia em todo o país.
Conta de luz vai ficar mais cara. Foto Reprodução
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